O setor hortifrutigranjeiro de Jundiaí e região passa por uma fase de modernização técnica com a consolidação do sistema ‘floating’ (flutuante) no cultivo de hortaliças. A técnica, que integra o conceito de hidroponia, tem se mostrado fundamental para produtores que buscam maximizar a eficiência produtiva dentro de estufas, enfrentando desafios climáticos e a escassez de recursos hídricos.
No sistema floating, as mudas são colocadas em bandejas de poliestireno expandido (isopor) que flutuam sobre uma lâmina de água enriquecida com soluções nutritivas. Ao contrário do cultivo tradicional no solo, as raízes permanecem submersas diretamente no nutriente, o que acelera o desenvolvimento da planta e reduz drasticamente o ciclo entre o plantio e a colheita.
Para os produtores locais, um dos principais atrativos é o controle fitossanitário. Ao isolar a planta do solo, eliminam-se diversos riscos de contaminação por fungos e pragas terrestres, reduzindo a necessidade de intervenções químicas. Além disso, a eficiência no uso da água é um diferencial competitivo: o sistema opera em circuito fechado, onde a evaporação é mínima e o reaproveitamento do recurso é quase total.
Especialistas do setor apontam que a adoção de tecnologias como o floating é estratégica para manter o cinturão verde de Jundiaí relevante no cenário estadual. Com a otimização do espaço físico e a garantia de produtos com maior padrão visual e nutricional, o agronegócio regional reafirma sua vocação para a inovação e sustentabilidade no campo.