Sem acordo com a Prefeitura, servidores de Louveira iniciam greve geral

Nesta quinta-feira (23), os servidores públicos municipais de Louveira iniciaram uma greve geral em protesto contra a falta de reajuste salarial e por melhores condições de trabalho. A paralisação foi deflagrada após a categoria rejeitar a proposta da Prefeitura e esgotar as tentativas de negociação da data-base de 2026.

O movimento é liderado pelo Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Louveira (SINDLOUV), sob a presidência de Eli Bueno Rodrigues, e conta com o apoio da Federação dos Servidores Públicos Municipais do Estado de São Paulo (Fesspmesp) e da Confederação dos Servidores Públicos Municipais do Brasil (CSPM). A decisão de cruzar os braços foi aprovada por ampla maioria em assembleia realizada no dia 9 de abril.

A principal reivindicação da categoria é a recomposição salarial para cobrir as perdas inflacionárias, visto que não houve reajuste em 2025 e a proposta inicial para 2026 seria de reposição zero. Segundo o sindicato, a única oferta apresentada pelo Executivo foi o aumento do auxílio-alimentação para R$ 1.000, valor considerado insuficiente e prontamente rejeitado pelos trabalhadores.

A greve amplia a pressão sobre a gestão do prefeito Paulo Finamore (MDB). O cenário atual resgata o histórico de tensões entre o funcionalismo e o Executivo local: em 2017, durante o mandato do ex-prefeito Junior Finamore, pai do atual chefe do Executivo, a categoria recebeu apenas 1% de reajuste após uma paralisação, o que gerou forte insatisfação e é lembrado com receio pelos trabalhadores.

O SINDLOUV informou que a Prefeitura foi notificada oficialmente sobre a deflagração da greve, respeitando os prazos legais previstos na Lei nº 7.783/89 (Lei de Greve). Até o momento da publicação desta reportagem, a administração municipal de Louveira não se manifestou oficialmente sobre a paralisação, o andamento de novas negociações ou os impactos diretos nos serviços públicos da cidade.

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