Uma operação conjunta deflagrada nesta terça-feira (19) pela 3ª Delegacia de Investigações sobre Crimes Patrimoniais (Deic) de São Paulo e pela concessionária CPFL Piratininga desmantelou um esquema de furto de energia elétrica voltado para a mineração de bitcoin. As irregularidades foram flagradas em dois imóveis localizados em Jundiaí e na cidade vizinha, Louveira.

De acordo com as autoridades, os locais operavam de forma clandestina, sem medidores de energia elétrica, mas apresentavam um consumo altíssimo, incompatível com a ausência de registro. Em Jundiaí, a central de mineração foi identificada no Distrito Industrial. Já em Louveira, o flagrante ocorreu no bairro Terra Nobre.

A mineração de criptomoedas, como o bitcoin, exige o uso ininterrupto de computadores de alta potência para validar transações e adicionar novos blocos ao blockchain. Esse processo demanda uma quantidade massiva de energia elétrica e infraestrutura especializada de refrigeração, o que frequentemente atrai criminosos que buscam maximizar os lucros por meio de ligações clandestinas, burlando o sistema de medição das concessionárias.

Até o momento da publicação desta reportagem, não houve prisões relacionadas ao caso. A CPFL Piratininga informou que equipes técnicas foram mobilizadas para inspecionar as propriedades e desativar os circuitos clandestinos. A concessionária ressaltou que ainda não há uma estimativa oficial do prejuízo financeiro causado pelo desvio, mas alertou que o furto de energia sobrecarrega a rede e coloca em risco a segurança do fornecimento local.

A prática de furto de energia elétrica é tipificada como crime no Código Penal Brasileiro, com pena prevista de um a quatro anos de reclusão, além de multa. As investigações prosseguem para identificar os proprietários dos equipamentos e os responsáveis pela locação e manutenção dos imóveis utilizados no esquema.