O prefeito Gustavo Martinelli, anunciou medidas para frear a aprovação desordenada de novos empreendimentos imobiliários no município. Em declaração recente nas redes sociais, o chefe do Executivo revelou um dado alarmante para o planejamento urbano local: existem 29.301 unidades habitacionais já aprovadas ou em fase de aprovação, englobando desde loteamentos horizontais até prédios de 16 andares. Grande parte dessas moradias ainda não saiu do papel.
Segundo Martinelli, a atual administração está mudando a forma de lidar com a expansão da cidade. O prefeito estima que os novos moradores injetarão um volume expressivo de veículos no sistema viário, citando um acréscimo de 3.000 carros apenas como referência inicial de impacto em determinadas regiões. Ele alertou que projetos com cerca de 1.500 unidades já estão aprovados, e seus efeitos sobre o trânsito, abastecimento de água e saneamento básico serão sentidos de forma intensa nos próximos anos.
Para mitigar os impactos, a Prefeitura de Jundiaí estabeleceu duas frentes prioritárias de ação. A primeira consiste na revisão das leis urbanísticas e de uso e ocupação do solo, que, de acordo com o prefeito, permitiram aprovações passadas sem o devido planejamento estrutural. A segunda medida é uma força-tarefa integrada com o Departamento de Água e Esgoto (DAE) de Jundiaí, visando garantir que o abastecimento hídrico e o tratamento de esgoto sejam assegurados com antecedência.
Tivemos administradores que aprovaram projetos sem garantir a estrutura, criticou Martinelli, defendendo maior transparência no processo de licenciamento. Durante o vídeo, gravado em vias públicas com obras ao fundo, o prefeito reiterou que não é contrário ao desenvolvimento imobiliário, mas exige que o crescimento seja acompanhado de contrapartidas reais em infraestrutura viária e de saneamento.
NOTA DE AUDITORIA FACTUAL: O número exato de 29.301 unidades habitacionais aprovadas não puderam ser validados de forma independente nos motores de busca públicos até o fechamento desta edição, mas ressalta-se a ausência de registros oficiais públicos recentes sobre a estatística citada.