Os motoristas de Jundiaí e região que iniciaram a segunda-feira, 12 de janeiro de 2026, planejando economizar no abastecimento, encontraram um cenário desfavorável para o biocombustível. Após uma sequência de reajustes neste início de ano, o preço médio do etanol hidratado em Jundiaí saltou de R$ 4,00 para R$ 4,28 por litro, representando uma alta de 7% nas bombas locais.

O aumento não é um fenômeno isolado. Em cidades vizinhas como Sorocaba, o valor médio já atinge R$ 4,27, enquanto em Itapetininga o litro chega a R$ 4,63. Essa escalada de preços do derivado da cana-de-açúcar ocorre em um momento de paridade desfavorável. Segundo a tradicional ‘regra dos 70%’, o etanol só é financeiramente vantajoso se custar até 70% do valor da gasolina. Com a gasolina comum sendo comercializada em Jundiaí em patamares que variam entre R$ 6,17 e R$ 6,34 — impulsionada pelo novo valor do ICMS de R$ 1,57 que entrou em vigor em 1º de janeiro — a margem de vantagem do etanol praticamente desapareceu para muitos veículos.

Especialistas do setor apontam que, além da entressafra, a maior demanda por etanol anidro para compor a nova mistura da gasolina E30 (que passou a ter 30% de etanol desde agosto de 2025) tem pressionado os custos. Para o consumidor final, o reflexo é imediato: o rendimento superior da gasolina tem compensado a diferença de preço, levando muitos motoristas a abandonarem o álcool neste mês de janeiro. A recomendação para os condutores de carros flex é realizar o cálculo individualizado, considerando o consumo médio registrado no computador de bordo, já que em modelos mais modernos a paridade pode chegar a 75%, mas a tendência atual de mercado em Jundiaí aponta para a consolidação da gasolina como a escolha mais racional para o bolso.