Em pronunciamento incisivo durante a sessão ordinária da Câmara Municipal de Jundiaí nesta terça-feira (12), a vereadora Quézia de Lucca (PL) denunciou o que classificou como uma “perseguição política orquestrada” por integrantes da gestão municipal anterior. Segundo a parlamentar, o grupo de oposição tem utilizado influenciadores digitais e veículos de comunicação locais para disseminar ataques pessoais e informações distorcidas, com o intuito de desestabilizar seu mandato legislativo.
De acordo com Quézia, as retaliações tiveram início após sua decisão de apoiar candidaturas femininas nas últimas eleições. A vereadora citou o uso de páginas na internet e mencionou especificamente o jornal local JN (Jund Notícias) como parte da estrutura de difamação. “Eu sou atacada por pessoas que representam a mídia através desse jornal. É um grupo que não aceita o nosso trabalho e tenta, a todo custo, criar uma narrativa negativa”, declarou.
A situação do bairro Ponte São João foi um dos focos centrais do discurso. A parlamentar acusou a oposição de tentar manchar a imagem da região, propagando falsamente que seria a mais perigosa de Jundiaí, em uma tentativa direta de atingir sua base eleitoral. Para rebater as alegações, Quézia apresentou dados do Comando Geral da Polícia Militar, indicando que há quatro bairros com índices de criminalidade superiores aos da Ponte São João. Ela ressaltou que as ações de segurança no local estão sendo conduzidas de forma integrada, em parceria com a Guarda Municipal, a Polícia Militar e o prefeito Gustavo Martinelli.
Durante a sessão, a vereadora Mariana Janeiro (PT) pediu aparte para manifestar solidariedade à colega. Mariana criticou os grupos que utilizam as redes sociais para prejudicar a gestão pública, afirmando que tais opositores ainda não superaram o resultado do processo eleitoral e têm contaminado o ambiente político com ataques que fogem ao debate de ideias.
Ao finalizar seu discurso, Quézia de Lucca garantiu que não cederá a intimidações. “Não adianta fazer fake news. O povo de Jundiaí conhece quem trabalha e quem apenas quer destruir. Vou continuar defendendo os bairros e os valores pelos quais fui eleita”, concluiu. O episódio evidencia a polarização política que persiste nos bastidores de Jundiaí, marcada pelo uso estratégico de mídias sociais e veículos locais de comunicação.