Jundiaí (SP) registrou, nas últimas 24 horas, um dos maiores volumes pluviométricos do estado de São Paulo, consolidando-se como a segunda cidade onde mais choveu no período, segundo dados da Defesa Civil Estadual. Com um acumulado de 67 milímetros, o município ficou atrás apenas de cidades do litoral norte no ranking de precipitação desta quarta-feira (25).

O volume intenso de água em um curto espaço de tempo provocou transtornos significativos na infraestrutura urbana. A administração municipal, sob gestão do prefeito Gustavo Martinelli, mobilizou imediatamente uma força-tarefa composta pela Defesa Civil, Unidade de Gestão de Infraestrutura e Serviços Públicos (UGISP) e Mobilidade e Transporte para mitigar os danos.

Entre os pontos mais críticos, destacam-se alagamentos na Avenida Nove de Julho e o transbordamento do Rio Jundiaí na região da Avenida Antônio Frederico Ozanan, sentido Várzea Paulista. Houve também o registro de um rompimento de caixa de água pluvial nas imediações do Jundiaí Shopping, o que ocasionou deslocamento de terra para a via pública. Equipes técnicas já atuam no local para a limpeza e reparo da estrutura.

“O volume de chuva foi muito intenso, mas nossas equipes agiram com rapidez e de forma integrada, garantindo o atendimento imediato das ocorrências”, afirmou a administração municipal em nota oficial. Apesar dos danos materiais, incluindo quedas de árvores na região da Roseira e sobre um veículo, não houve registro de vítimas.

A Defesa Civil mantém o estado de observação, pois a previsão indica a continuidade de chuvas isoladas até a próxima sexta-feira (27). A orientação para a população é evitar áreas alagadas e, em caso de emergência, acionar os canais oficiais pelo telefone 199.

PANORAMA NACIONAL
O evento em Jundiaí reflete um padrão climático recorrente no verão do Sudeste brasileiro, onde a combinação de calor e umidade gera precipitações intensas em curto período. No cenário nacional, este episódio reforça a urgência do debate sobre adaptação climática e drenagem urbana, temas centrais no Plano Nacional de Proteção e Defesa Civil. Cidades de médio e grande porte em São Paulo têm enfrentado desafios similares, exigindo investimentos crescentes em obras de macrodrenagem e sistemas de alerta precoce para mitigar os impactos de eventos extremos, cada vez mais frequentes devido às mudanças climáticas globais.