A comunidade científica e médica brasileira observa com atenção os resultados recentes envolvendo a aplicação de polilaminina em pacientes com lesão medular. Nesta semana, registros visuais confirmaram que Pedro Rolim, diagnosticado com paraplegia decorrente de uma lesão na vértebra T12, realizou exercícios de musculação com movimentos voluntários apenas 15 dias após ser submetido ao tratamento experimental.
O procedimento foi realizado no dia 2 de fevereiro de 2026. A polilaminina é uma molécula desenvolvida no Brasil, fruto de mais de duas décadas de pesquisas lideradas pela Dra. Tatiana Coelho de Sampaio, do Instituto de Ciências Biomédicas da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). A substância atua como um biomimético da laminina, proteína essencial para o desenvolvimento do sistema nervoso, visando promover a regeneração neural e o restabelecimento de conexões na medula espinhal.
Nos vídeos divulgados, o paciente aparece utilizando aparelhos de extensão de pernas, demonstrando controle motor e força muscular em membros que, anteriormente, não apresentavam resposta. Segundo a equipe responsável, a evolução é considerada atípica e extremamente rápida para o curto intervalo pós-aplicação.
É importante ressaltar que o tratamento encontra-se em fase de estudos clínicos. Em janeiro de 2026, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou o início da Fase 1 dos testes em humanos, focada primariamente na avaliação da segurança do fármaco. Embora o caso de Pedro Rolim gere otimismo quanto à eficácia da terapia na reversão de paralisias, os pesquisadores mantêm a cautela, enfatizando a necessidade de acompanhamento a longo prazo e a conclusão de todas as etapas regulatórias antes de uma eventual aprovação para uso amplo.