A cidade de Jundiaí vive um mês de janeiro atípico em 2026. De acordo com o balanço mais recente da Defesa Civil, o município já registrou um acumulado de 352 milímetros de chuva, volume que supera significativamente a média histórica para todo o mês, que é de 247 mm. O índice atual também já ultrapassou o total registrado em janeiro de 2025 (327 mm), colocando as equipes de emergência em prontidão máxima.

Nesta terça-feira (27), o solo saturado preocupa as autoridades. No bairro Vianelo, o Rio Guapeva transbordou, afetando o tráfego na Avenida Odil Campos Saes. Outro ponto crítico é o Jardim Messina, onde a Rua Santo André precisou ser interditada após a queda de um muro de cinco metros e o risco iminente de novos desabamentos. No Jardim São Camilo, a Defesa Civil e a Fumas (Fundação Municipal de Ação Social) acompanham famílias em áreas de encosta, com vistorias intensificadas para evitar tragédias.

O coordenador da Defesa Civil, Coronel Gimenez, destacou que a ‘Operação Integrada contra Enchentes’ tem sido fundamental para minimizar os danos. ‘Mesmo com volumes extremos em curto espaço de tempo, o desassoreamento preventivo de rios e a limpeza de galerias realizados ao longo de 2025 permitiram que a cidade apresentasse fluidez em pontos que historicamente ficavam submersos’, explicou.

O transporte público também sentiu os reflexos: a Linha 7-Rubi da CPTM operou com restrições entre as estações Jundiaí e Várzea Paulista devido ao acúmulo de água nos trilhos. A previsão para os próximos dias indica a continuidade de pancadas de chuva isoladas, o que mantém o alerta para deslizamentos em bairros como Vila Marlene, Jardim Tulipas e Santa Gertrudes.