Jundiaí encerrou o ano de 2025 com um balanço preocupante no setor de Direitos Humanos. Segundo dados consolidados do Disque 100, divulgados nesta segunda-feira (26), os casos de violência contra pais e mães na cidade registraram um aumento de 41% em comparação ao ano anterior. Ao todo, foram contabilizadas 3.600 violações, que abrangem desde agressões físicas até violência psicológica, abandono e exploração financeira.

O levantamento aponta que o número de denúncias formais saltou para 525 registros em 2025. De acordo com o advogado criminalista da OAB Jundiaí, Leandro Giacomelli, em entrevista recente à imprensa local, o crescimento reflete tanto um aumento real da violência quanto uma maior coragem das vítimas em denunciar, embora a subnotificação ainda seja um desafio. Giacomelli destaca que o Judiciário em Jundiaí tem aplicado, por analogia, medidas protetivas semelhantes às da Lei Maria da Penha para garantir o afastamento de agressores do convívio familiar.

Geograficamente, as ocorrências estão distribuídas por todo o município, mas com maior incidência em bairros populosos como o Jardim Novo Horizonte (Varjão), São Camilo e Vila Maringá. A Ponte São João também segue sob monitoramento devido ao aumento de relatos de conflitos domésticos. Em contrapartida, a Patrulha do Idoso e a Patrulha Guardiã Maria da Penha, da Guarda Municipal de Jundiaí (GMJ), intensificaram as rondas preventivas nessas regiões.

As autoridades locais reforçam que as denúncias podem ser feitas anonimamente pelo Disque 100 ou diretamente na Delegacia de Defesa da Mulher (DDM), localizada na Avenida Nove de Julho, 3600. Em casos de emergência, a orientação é acionar a GMJ pelo telefone 153 ou a Polícia Militar pelo 190.