A família de Rafael da Silva Barros, de 32 anos, vive dias de profunda angústia em Jundiaí. O morador desapareceu no dia 5 de janeiro de 2026, após sair de sua residência com destino a um congresso religioso na capital paulista. Desde então, o paradeiro do jovem permanece um mistério, mobilizando autoridades de dois estados.

De acordo com os relatos de familiares, o último contato direto com Rafael ocorreu no dia 9 de janeiro. Na ocasião, ele enviou uma mensagem à esposa informando que estava na estação de Francisco Morato e que seguiria para o Terminal Vila Arens, em Jundiaí, onde pretendia comprar frutas. No entanto, ele nunca chegou ao destino final e não voltou a responder mensagens ou atender ligações.

O caso ganhou contornos preocupantes após a divulgação de áudios enviados por Rafael nos dias que antecederam o sumiço. Nas gravações, ele demonstrava estar emocionalmente fragilizado, relatando sensações de medo e a impressão de que estava sendo perseguido. Em uma das mensagens mais impactantes, ele chegava a questionar se ‘poderia ao menos tomar água’, o que sugere uma situação de extrema vulnerabilidade.

Rafael, que enfrenta um quadro de depressão, é descrito pela família como uma pessoa lúcida, responsável e com histórico exemplar, tendo inclusive recebido certificados de ‘aluno destaque’ em Jundiaí. O Ministério Público de Alagoas (MPAL), estado de origem de seus parentes, já acionou o Programa de Localização e Identificação de Desaparecidos de São Paulo (Plid/SP) para reforçar as buscas e acompanhar as diligências da Polícia Civil paulista. Qualquer informação sobre o paradeiro de Rafael pode ser comunicada às autoridades via 190 ou 181.