Jundiaí inicia o ano consolidada como uma das principais locomotivas econômicas do Brasil. De acordo com os dados mais recentes do Produto Interno Bruto (PIB) dos Municípios, divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e analisados pela Fundação SEADE, a ‘Terra da Uva’ registrou uma riqueza produzida de R$ 65,4 bilhões. O montante garante à cidade a 8ª posição no ranking estadual entre os 645 municípios de São Paulo.
O desempenho representa quase 2% (exatos 1,9%) de toda a riqueza gerada no estado de São Paulo. No cenário nacional, Jundiaí também impressiona, figurando entre as 20 maiores economias do país. Outro indicador de destaque é o PIB per capita, que alcançou a marca de R$ 147,5 mil, um dos mais elevados do território paulista, refletindo a alta produtividade da mão de obra local.
Segundo especialistas ouvidos pelo Correio Jundiaí, como o economista Messias Mercadante, esse resultado é fruto de uma combinação de fatores estruturais. ‘A posição da cidade é reflexo de uma localização estratégica, infraestrutura de ponta e um parque industrial diversificado, que vai da tecnologia à logística pesada’, avalia. A proximidade com as rodovias Anhanguera e Bandeirantes e a operação do Terminal Intermodal Jundiaí (TIJU) são apontadas como diferenciais competitivos que atraem investimentos contínuos.
Para o secretário de Desenvolvimento Econômico, Humberto Cereser, o foco agora é manter o crescimento sustentável. ‘Jundiaí oferece segurança jurídica e qualidade de vida, o que atrai empresas de alto valor agregado’, destaca. Com a proximidade da Festa da Uva 2026, o setor de serviços e turismo também projeta um início de ano aquecido, complementando a força da indústria e do agronegócio local.