O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO) de Campinas e Araçatuba, em ação conjunta com a Polícia Militar e a Polícia Civil do Estado de São Paulo, deflagrou nesta terça-feira (16) a “Operação Torneira”. A ofensiva tem como objetivo desarticular um esquema de tráfico interestadual de drogas e lavagem de dinheiro operado por integrantes do Primeiro Comando da Capital (PCC). O epicentro das investigações é a cidade de Jundiaí, especificamente uma área conhecida como “Torneira”, que servia de ponto de encontro para os criminosos e deu nome à operação.

De acordo com o Ministério Público, as investigações revelaram uma complexa rede de lavagem de capitais que utilizava empresas de fachada e “laranjas” no interior paulista, com ramificações por todo o estado. As autoridades rastrearam movimentações financeiras que totalizam cerca de R$ 230 milhões. Para sufocar financeiramente a organização, foi solicitado o bloqueio judicial de R$ 20 milhões de cada empresa envolvida no esquema.

A operação mobilizou um forte aparato de segurança para o cumprimento de 43 mandados de busca e apreensão em 12 municípios: Jundiaí, São Paulo, Campo Limpo Paulista, Valinhos, Cajamar, Aguaí, Orlândia, São José do Rio Preto, Ribeirão Preto, Birigui, Penápolis e Araçatuba. O efetivo contou com a participação da Força Tática de diversos batalhões (incluindo o 49º BPM/I, responsável por Jundiaí), ROTA, BAEPs e agentes do Deinter-10.

Durante o cumprimento dos mandados, as equipes apreenderam R$ 116.382 em espécie, duas armas de fogo (calibres .32 e .28), 64 munições, dois simulacros (um fuzil e uma pistola) e 144 gramas de maconha. Também foi recolhido um vasto material que passará por perícia, incluindo 23 celulares, 14 notebooks, três tablets, 18 pen-drives, três HDs, cartões de memória, máquinas de cartão de crédito, seis cadernos com anotações do tráfico e quatro cartas oriundas do sistema prisional.

Até o momento, a operação resultou na prisão de quatro pessoas, sendo duas por tráfico de drogas e duas por porte ilegal de arma de fogo. As autoridades seguem analisando os documentos e dispositivos eletrônicos apreendidos, o que pode desdobrar em novas fases da investigação para identificar outros envolvidos na rede de lavagem de dinheiro da facção.